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Desafios do Empreendedorismo Feminino

Para os homens, a principal motivação para abrir seu próprio negócio é a liberdade. Já para as mulheres, é necessário. Na sutileza desse dado, se revela o enorme abismo ainda existente entre as oportunidades oferecidas para as mulheres comparadas às dos homens.

A maternidade e a dificuldade de se manter no mercado de trabalho, assim como a necessidade de sustentar a família solitariamente são realidades decorrentes da discriminação de gênero no mundo dos negócios.

Como já vimos neste texto, apesar de terem um nível de escolaridade 16% superior, as mulheres continuam ganhando 22% menos do que os homens empresários.

Outro problema apontado pelo estudo do SEBRAE, citado acima, é que a taxa de conversão de empreendedoras” em “donas de negócio” é 40% mais baixa, pois as mulheres têm maiores índices de desistência em relação aos homens.

Enquanto 65% deles se tornam “donos de negócio” (mais de 3,5 anos à frente da empresa), apenas 39% delas conseguem evoluir até essa fase e consolidar seu negócio.

Além disso, é importante ressaltar que elas ainda pagam taxas de juros mais altas do que os homens (34,6% a.a. contra 31,1% a.a.), mesmo apresentando uma média de inadimplência menor (3,7% contra 4,2%).

Já a pesquisa Mulheres no conselho, publicada em 2018 pela Deloitte, mostra que apenas 8,6% dos cargos de liderança são ocupados por mulheres no Brasil — no mundo todo, a proporção é de 16,9%. Isso coloca o país na 38º posição do ranking global de liderança feminina nas empresas.

São muitos os desafios enfrentados pelas mulheres e, no meio corporativo, ainda precisam lidar com assédio e com preconceito, como ideias ultrapassadas de que são muito emotivas ou que não poderão se comprometer com a empresa se tiverem filhos.

Segundo dados da Rede Mulher Empreendedora (RME), 53% das empreendedoras brasileiras têm filhos, sendo que a maioria busca por horários flexíveis que permitam conciliar as tarefas domésticas e a vida profissional.

Apesar de a participação do homem nas tarefas domésticas ter aumentado nos últimos anos, ela ainda está muito distante do peso que têm para as mulheres. Segundo pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o trabalho “invisível”, não remunerado, que são os afazeres domésticos, significa cerca de 20 horas semanais para as mulheres. No Brasil, a participação do sexo feminino nos afazeres domésticos é de 92,1% contra 78,6% de homens.

fonte: contabilizei